Encontro com o Ron Prosor na Hebraica

Da ONU para o Brasil: Fundo Comunitário – Keren Hayesod promove encontros com Ron Prosor
Embaixador de Israel na ONU de 2011 a 2015 encantou a comunidade judaica paulista

O Fundo Comunitário realizou 5 eventos com o Embaixador de Israel na ONU até 2015, Ron Prosor. Na ocasião mais de 1.000 pessoas, sendo 500 no Teatro Arthur Rubinstein da A Hebraica, tiveram a oportunidade de ouvir a um dos mais eminentes representantes da diplomacia de Israel de todos os tempos.

De 2011 a 2015, Prosor ocupou o cargo de embaixador de Israel na ONU (Organização das Nações Unidas). Ele foi um dos responsáveis pelo estabelecimento das relações diplomáticas entre Israel e os países da antiga União Soviética. Em 2005, como Diretor Geral do Ministério das Relações Exteriores para Assuntos Estratégicos, o diplomata supervisionou a retirada das tropas israelenses da Faixa de Gaza. Também foi por 4 anos Embaixador no Reino Unido.

De maneira carismática e com um discurso bem-humorado, o ex-embaixador falou sobre sua atuação na ONU e seus bastidores. Ele destacou que procurou encarar todos os desafios com uma dose de descontração, para que o diálogo pudesse fluir com os demais representantes. Ele citou que tem um bom relacionamento com representantes de diversos países, que costumam votar sistematicamente contra Israel. Prosor chamou isso de “uma espécie de radar formal”, que obriga os representantes a adotarem o discurso de seus países, mas que, saindo deste radar, mostram suas verdadeiras opiniões.

Segundo Prosor, a atual turbulência, principalmente entre países do Oriente Médio, pode ser uma oportunidade para Israel ser visto de uma maneira mais positiva no cenário internacional e contribuir para um diálogo entre as nações.

“Temos de fazer coisas que nos conectem à família das nações. Um exemplo foi a resolução sobre o empreendimento elaborada por Israel. Na ocasião, inclusive países que não votam a favor de Israel foram favoráveis a iniciativas como o apoio à energia solar. A Tanzânia, por exemplo, nos apoiou. E assim aconteceu com várias iniciativas de Israel na África. Isso mostra que quando nos veem fora desse ‘radar’ nos respeitam. No momento em que Israel toca o ser humano, ele é o nosso maior embaixador.”, disse Prosor.

Com seu estilo brincalhão, inclusive imitando personalidades israelenses com o Presidente Shimon Peres, Prosor ressaltou que vários países que criticavam a rígida postura de Israel em relação à segurança, em especial nos aeroportos, estão hoje agindo da mesma maneira para garantir a proteção da sua população contra o terrorismo.

Ele também lembrou o episódio em que, numa sessão da ONU, colocou uma sirene para tocar pelo celular no mesmo momento em que soava na cidade de Sderot. Naquele momento, 193 países, incluindo os participantes de países Árabes, puderam sentir o que é ter apenas segundos para salvar suas vidas. Esse foi um dos diversos relatos interessantes de sua intensa vivência durante 4 anos junto à ONU.

Ao exaltar o desenvolvimento de Israel em seus 67 anos, Prosor disse: “não exportamos agora maçãs e sim tecnologia para a Apple”. Em relação ao Brasil, Prosor reforçou a importância da união das comunidades judaicas na diáspora de maneira a colocar Israel ao lado dessas pessoas nesses países. E destacou que se surpreendeu com a comunidade judaica paulista por sua energia e paixão por Israel. Disse que se sentiu conectado e agradeceu a todos por tudo o que estão fazendo pelo País.

Na abertura dos eventos o presidente do Fundo Comunitário, Claudio Bobrow, deixou sua mensagem após a veiculação de um filme com as realizações de 2015 da instituição: “Agradeço pelo apoio ao Fundo Comunitário – Keren Hayesod. Estamos vivendo uma crise econômica sem precedentes. Todos nós conhecemos pessoas que estão passando por dificuldades e vivendo com medo do futuro. Que bom que existe um Estado de Israel, que tem uma lei do retorno e que conta com uma infraestrutura assistencial, capaz de acolher todo e qualquer judeu que queira fazer aliá (imigração), dando a eles a oportunidade de recomeçar suas vidas com dignidade. Temos inúmeros desafios, mas somente com a nossa união e esforço coletivo é que vamos garantir a segurança e o bem estar do povo judeu, independentemente de onde decidamos morar.”


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