Evento com Michael Aloni, do seriado Shitsel I 20 de março de 2019

Michael Aloni, do seriado Shtisel, atraiu mais de 1.000 pessoas

 

Foi uma semana intensa com cinco eventos, inovadora no formato e, em especial, no  perfil de seu principal convidado. Os eventos também contaram com a agradável presença do novo Chairman Mundial do Keren Hayesod, Sam Grundwerg, recém-empossado no cargo, que, anteriormente, foi cônsul-geral de Israel em Los Angeles e no sudoeste dos EUA.

Este ano optou-se por trazer um expoente da indústria cinematográfica de Israel e não um de seus conceituados ministros ou chefes do Estado-Maior. O leitmotif da Campanha de 2019 foi mostrar ao nosso público a “agenda positiva” de Israel.

E quem melhor do que o popular “Kive”, do seriado Shtisel, para representar a nova cara de Israel? A ideia comprovou ter sido realmente excelente. Entusiasmadas com a genial ideia de São Paulo, seis outras Campanhas mundiais do Keren Hayesod solicitaram que o jovem ator e diretor de cinema, Michael Aloni, apresentador do The Voice-Israel, fosse o convidado especial para suas próprias aberturas de Campanhas.

Os eventos foram realmente um sucesso. Mais de 1.000 pessoas tiveram a oportunidade de conhecer o versátil ator. Michael foi alegre, simpático, despojado e muito carismático em todas as programações Em sua entrevista, respondeu às perguntas sobre sua transformação no jovem haredi, de Mea Shearim. Contou em detalhes a empolgante experiência que ele e os outros membros do elenco e equipe vivenciaram “aprendendo” as regras, os costumes e os modos peculiares aos judeus ultra ortodoxos dessa comunidade.

Ainda surpreso com o sucesso mundial de Shtisel, disse que, ao ler o roteiro da produção, achou-o extraordinário, mas o impacto inicial se transformou em questionamento. Quem assistiria a uma série sem aventuras, explosões e cenas amorosas?  Após muita reflexão, hoje entende o motivo desse encantamento mundial. “A resposta não é tão complexa; o seriado humaniza o estereótipo do judeu ultra ortodoxo, mostrando que somos todos seres humanos com sonhos, medos e dilemas, independentemente de usar um Kapot e peyiot ou jeans e boné”, como ele próprio se apresentou, em algumas ocasiões.

Nascido em uma família que está em Israel há mais de 8 gerações, para Aloni o caminho natural era tornar-se advogado, como o seu pai, um grande jurista que trabalhou nos Julgamentos de Nuremberg. Mas, desde criança, Michael sempre sonhou grande, pretendia ser matemático ou cientista para mudar o mundo. “Eu me tornei ator por acaso, fui chamado para fazer uma ponta em um filme, e aceitei, pois queria ganhar dinheiro. Hoje vejo o poder que a arte tem. Ela desempenha um papel importante na vida das pessoas, é capaz de transformar os sentimentos, inspirar, criar sensações e imagens”.

Em Jornada de Heróis, um dos assuntos abordados é o trauma pós-guerra. “Essa síndrome pós-traumática não é um problema físico perceptível, as pessoas não conseguem vê-la, mas atormenta a vida de muitos jovens em Israel após servirem o Exército. A série teve um impacto grande, pois a pessoas passaram falar desse assunto que parece ser um tabu. Não há cura para os traumas, mas saber identificá-los e falar sobre os seus sintomas é uma forma de aliviar o seu peso”.

“Da mesma maneira, acredito que Shtisel está ajudando a mudar a imagem de Israel. O país tem muitas faces e não só a do conflito que a mídia tanto evidencia”, complementou Aloni.

Michael Aloni é um ícone que representa o momento atual de Israel, um país moderno, pujante, com garra e competência. Que seu futuro seja tão promissor quanto o seu talento e que leve a mensagem positiva de Medinat Israel ao “tapete vermelho”, em Hollywood.

 

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