Fundo Comunitário leva grupo para o programa Marcha da Vida Mundial

Há mais de 25 anos acontece, anualmente, a Marcha da Vida Mundial com objetivo de recordar a Shoá e estreitar relações entre as comunidades da diáspora e Israel. Os participantes refazem o caminho entre os campos de Auschwitz e Birkenau, mesma trilha da “Marcha da Morte” feita pelos prisioneiros durante a Shoá.  A proposta da viagem é passar o Yom Hashoá – Dia de Lembrança da Shoá, na Polônia, e Yom Haatzmaut – Dia da Independência de Israel – em Eretz Israel.

Este ano a Marcha da Vida Mundial contou com cerca de 7.000 marchantes de todo mundo, incluindo um grupo 78 brasileiros numa viagem organizada pelo Fundo Comunitário.  Ao final da marcha, houve a cerimônia em comemoração aos 70 anos da liberação do Campo de Auschwitz e ao final da Segunda Guerra Mundial. O evento contou com a presença do Rabino Israel Meir Lau, sobrevivente de Auschwitz ,Greg Masel, diretor mundial do Keren Hayesod,  além das mensagens do Presidente de Israel Reuven Rivlin e do Papa Francisco.  Ao som de Dudu Fisher, cada um de pôde refletir sobre as fortes emoções que acabava de viver, e entender porque se diz sobre a Shoá, Esquecer, jamais!”

Esse foi o primeiro grupo de brasileiros a conhecerem o recém-inaugurado o Polin – Museu judaico na Polônia, que conta a história de 1000 anos de vida judaica no país. Foi nesse período, que floresceram muitos dos costumes e tradições da cultura judaica. Ao mesmo tempo, também foi na Polônia que ocorreu uma das maiores atrocidades já vistas pelo homem, a Shoá. O museu oferece uma oportunidade única de conhecer as origens históricas de vários elementos do judaísmo e de conhecer os bons momentos da vida na Polônia. Moderno e interativo, é praticamente um teatro histórico que coloca o visitante dentro da vida dos judeus poloneses como forma de honrar aqueles que morreram através da lembrança a maneira  como viveram.

Em Majdanek o frio intenso trouxe ainda mais realismo à visita. Entre relatos e testemunhos de sobreviventes e dados históricos os participantes puderam sentir o que foi aquele local. A cerimônia final da visita à Polônia, no monumento de cinzas desse campo de extermínio, foi um convite à reflexão sobre as milhares de vidas e os sonhos interrompidos e a importância de levar adiante as lições aprendidas de viver celebrando a vida como privilégio a cada momento e honrando aqueles que lá pereceram.

Na sequencia, o grupo seguiu emocionado para Israel. A viagem teve inicio pelo sul do país, prestando solidariedade a população, que vivenciou recentemente a Guerra de Gaza. Os participantes visitaram a Elta, indústria aeroespacial de Israel, líder em desenvolvimento e produção de sistemas avançados de segurança. Também visitou o Hospital Barzilai, próximo a Gaza, que recebeu os feridos de guerra, israelenses e palestinos. Lá mostraram os procedimentos de trabalho durante a guerra quando tocavam as sirenes avisando que tinham apenas  15 segundos para se proteger! A visita foi seguida de um almoço feito pelas mulheres do Projeto Netivot, um grupo de senhoras de baixa renda e em situação de risco social, que oferecem  uma experiência gastronômica aos turistas. Outro momento tocante em Israel foi a visita ao Projeto Aleh Negev voltado para crianças com deficiências físicas e cognitivas severas apoiado pelo Fundo Comunitário.

Em Yom Hazikaron, dia de lembrança em memória às vítimas da guerra e do terror, o grupo participou de uma cerimônia do Projeto Masa, no qual jovens do mundo inteiro viajam a Israel para fazerem cursos e terem experiências na sua área profissional.

No dia seguinte, o grupo celebrou em grande estilo Yom Haatzmaut, também visitaram o Kotel para uma brachá de Shecheyanu, entre outros locais históricos e turísticos. Tendo assim a oportunidade de entrar em sintonia com as emoções que só acontecem neste pequeno país, que num dia chora pelos que se foram e no dia seguinte celebram a vida e as alegrias de ter o Estado de Israel.

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