Marcha da Vida Universitários 2016 tem experiência única em Berlim

Depois da trajetória na Polônia, os jovens seguiram a viagem em Berlim. Confira o depoimento do marchante Gustavo Schwetz:

“A passagem por Berlim foi rápida, mas intensa. A cidade contrasta modernidade, prédios históricos e culpa. E, apesar de ter curtido demais a infra da cidade, prefiro falar um pouco sobre o último tópico.

É difícil, um dia após Auschwitz, chegar ao centro onde tudo foi arquitetado. Eles não esquecem. Fazem questão de lembrar. Assumem a culpa. Não em um ou dois. São dezenas de monumentos, memoriais, museus e esculturas em que lembram, condenam e assumem a culpa pela Shoá.

É o suficiente? Depois do que vi na Polônia, não sei se existe alguma compensação para o que aconteceu. Agora, não foram alienígenas que executaram aquelas atrocidades, certo? Foram seres humanos de carne e osso. E isso, por mais difícil que seja, deve ultrapassar toda a dor pela qual nossos antepassados precisaram passar.

Que sigam lembrando. Que sigamos lembrando. Que perdoemos. Que sejamos perdoados. Que a maravilhosa cidade de Berlim seja lembrada cada vez menos pela Shoá e cada vez mais por sua beleza.”

dsc_0588

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.